“Qual líder não deseja obter engajamento e resultados positivos das pessoas à sua volta? Na prática esse desejo não parece algo tão simples de ser cumprido, já que é preciso canalizar muita disposição e energia para conduzir os liderados a um papel mais consciente e ativo. Normalmente o tradicional estilo comando e controle e a rasa troca de informações, não são suficientes para o líder conseguir inspirar e engajar a outra parte, por essa razão é preciso que se aventure na arte de criar diálogos produtivos, a fim de gerar um impacto positivo no comportamento e na performance dos seus liderados.
Vários autores contribuíram significativamente com o avanço desse pensamento no universo corporativo. O Coach e Mentor Europeu, David Clutterbuck deu origem ao termo “call to action”- conversas acionáveis na língua Portuguesa. Mas o que vem a ser essa prática? Ela se desenvolve no contexto das atividades da Mentoria e da Liderança ou seja, no momento em que a parte mais experiente se dispõe a dialogar com a outra em nível de atenção, respeito, foco e assertividade.
Trata-se de uma conversa que gera conexão entre as partes e estimula o pensamento produtivo, podendo ser amplamente utilizada pelas lideranças corporativas para acionar o imaginário dos liderados e ajustar o foco da ação, a fim de ajudá-los a visualizar a situação atual, os obstáculos, os recursos disponíveis e a situação desejada.
Para isso é necessário conduzi-los a um raciocínio produtivo, considerando os prós e contras do contexto, assim como todas as possibilidades de ações a serem exploradas. É natural que esses momentos proporcionem insights relevantes e estimulem a outra parte, a sair de uma posição de pouca clareza e/ou de passividade para a adoção de uma postura mais dinâmica, consciente e proativa.
A bagagem de valores, experiências e conhecimentos relevantes dos líderes, serve de apoio às necessidades de clareza e orientação dos seus colaboradores. E ao convidar os pares e liderados para a prática do “Call to action”, conseguem despertar de forma ressonante todo o potencial criativo existente no grupo, quando coerente com os objetivos organizacionais consistentes. ”
Cristina Consalter
Qualquer fundador de empresas que gerou prosperidade ao longo do tempo, possui algumas características predominantes, dentre elas: a capacidade de lidar com riscos, alto nível de energia, inspiração, foco e visão de negócios apurada. Compreender a sua trajetória de vida e de carreira, assim como o seu modo de enfrentar as situações críticas e aprender com os erros, faz parte dos desafios da Mentoria de carreira para o programa de sucessão familiar.
“A carreira profissional tem sofrido intensas mudanças nas últimas décadas, diante do impacto da tecnologia sobre o comportamento humano no trabalho. A perspectiva da longevidade na mesma profissão e empresa, cederam lugar a um cenário mais complexo: o surgimento de novas categorias profissionais e a criação de diferentes modalidades de trabalho. E, a partir das mudanças de comportamento do consumidor, ampliaram-se o leque de opções de carreira.
"A liderança ressonante é um tema de vital importância para o mundo corporativo. A origem do termo ressonância, vem do latim resonare, ressoar. De acordo com a definição do Oxford English Dictionary, representa o prolongamento de sons pela vibração da sincronicidade das ondas eletromagnéticas, que ressoam entre as partes e geram um tom emocional positivo.