Ser ou não ser empático, eis a questão!

“As relações humanas têm se mostrado cada vez mais impessoais no mundo atual. O termômetro da qualidade das interações sociais sinaliza um conjunto de dificuldades nos relacionamentos, tais como: sedução, exibicionismo, julgamento, intolerância, distanciamento e agressividade. A demonstração genuína de afeto, admiração, consideração e respeito pelo outro, tem sido tratada de modo econômico.

Observa-se a escassez de expressão de afetos positivos na forma como os cidadãos relacionam-se entre si. Muitos adultos queixam-se de conviver com inúmeras pessoas ao longo da vida e aos mesmo tempo, sentem-se solitários e com baixa confiança para investir em relacionamentos de maior proximidade. Todos querem ser felizes e ter uma vida plena, desde que não implique em investimentos afetivos e consequente, enfrentamento do medo e da frustração, decorrente das diferenças e dos conflitos.                                                  

Parece que na atualidade, as pessoas perderam o “ feeling” para o reconhecimento da importância do outro.  O que seria de nós, sem a presença de outrem?  Esse que nos marca, nos “redefine” mediante os atritos a que somos submetidos pelas experiências da vida. Uma vida que permanentemente transita entre o caos e a ordem de forma intensa e dinâmica...

 Tudo se inicia na infância- fase essencial da vida humana, quando ocorre o desenvolvimento psicoafetivo. Por meio dele, a criança aprende a conviver com pessoas; a se comunicar; a receber e a expressar afetos. A criança necessita viver em um ambiente a acolhe. Quem teve um bom “cuidador”, recebeu inúmeros estímulos de aprendizagem, tais como:  brincadeiras, jogos infantis, carícias e expressões do tipo: “Eu te amo e você não pode fazer isso, porque vai se machucar e eu quero te ver bem cuidado!”.

Também é um ato de amor e de respeito pelo outro dizer não. Afeto e limite precisam estar entrelaçados na educação infantil, pois ali se forma a base das características da personalidade do adulto.

Não se espera de uma criança de um ano, que ela seja capaz de compartilhar o seu brinquedo predileto, pois nessa fase, ela acredita que ao dividi-lo, perdeu- o para sempre. Entretanto, deseja-se que o adulto tenha maturidade emocional para compartilhar suas ideias, pensamentos e sentimentos em situações grupais.  E, ali, ele é posto à prova cotidianamente. Aprendeu a dividir? Refletir sobre si mesmo e pensar sob a ótica do outro?

O que é empatia?

 A empatia corresponde à sensibilidade e capacidade de uma pessoa compreender os motivos e necessidades da outra parte, de modo honesto e compassivo.

Pessoas que tiveram um bom desenvolvimento afetivo na infância, tendem a apresentar maior facilidade em exercitar a empatia nas suas relações. Entretanto, essa capacidade se amplia na medida do amadurecimento e do exercício do autoconhecimento. O psicólogo Carl Rogers assim definiu: “Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele. ”.

 Por meio de uma comunicação autêntica, podemos criar junto àqueles que nos ouvem um novo entendimento. Atualizamos nossa forma de ver a situação e percebemos melhor novos ângulos de um mesmo assunto, modificando algum aspecto de nosso próprio mundo ao trocarmos experiências significativas com terceiros.

 A comunicação ideal não é a forma como melhor nos expressamos, mas sim, a forma pela qual possibilitamos ao nosso interlocutor melhor nos compreender.

O que fazem as pessoas empáticas?

- Conectam-se genuinamente com o outro;

-Olham-se atentamente e com respeito;

- Evitam fazer julgamentos. Preferem ouvir e conhecer melhor os motivos da  outra parte;

-Distinguem entre o que consideram aceitável e o inadmissível por parte de terceiros.

 E, como disse Rubem Alves: “Buscamos no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta, não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe.”

Cristina Consalter


 

 

                      

“As relações humanas têm se mostrado cada vez mais impessoais no mundo atual. O termômetro da qualidade das interações sociais sinaliza um conjunto de dificuldades nos relacionamentos, tais como: sedução, exibicionismo, julgamento, intolerância, distanciamento e agressividade. A demonstração genuína de afeto, admiração, consideração e respeito pelo outro, tem sido tratada de modo econômico.

Observa-se a escassez de expressão de afetos positivos na forma como os cidadãos relacionam-se entre si. Muitos adultos queixam-se de conviver com inúmeras pessoas ao longo da vida e aos mesmo tempo, sentem-se solitários e com baixa confiança para investir em relacionamentos de maior proximidade. Todos querem ser felizes e ter uma vida plena, desde que não implique em investimentos afetivos e consequente, enfrentamento do medo e da frustração, decorrente das diferenças e dos conflitos.                                                  

Parece que na atualidade, as pessoas perderam o “ feeling” para o reconhecimento da importância do outro.  O que seria de nós, sem a presença de outrem?  Esse que nos marca, nos “redefine” mediante os atritos a que somos submetidos pelas experiências da vida. Uma vida que permanentemente transita entre o caos e a ordem de forma intensa e dinâmica...

 Tudo se inicia na infância- fase essencial da vida humana, quando ocorre o desenvolvimento psicoafetivo. Por meio dele, a criança aprende a conviver com pessoas; a se comunicar; a receber e a expressar afetos. A criança necessita viver em um ambiente a acolhe. Quem teve um bom “cuidador”, recebeu inúmeros estímulos de aprendizagem, tais como:  brincadeiras, jogos infantis, carícias e expressões do tipo: “Eu te amo e você não pode fazer isso, porque vai se machucar e eu quero te ver bem cuidado!”.

Também é um ato de amor e de respeito pelo outro dizer não. Afeto e limite precisam estar entrelaçados na educação infantil, pois ali se forma a base das características da personalidade do adulto.

Não se espera de uma criança de um ano, que ela seja capaz de compartilhar o seu brinquedo predileto, pois nessa fase, ela acredita que ao dividi-lo, perdeu- o para sempre. Entretanto, deseja-se que o adulto tenha maturidade emocional para compartilhar suas ideias, pensamentos e sentimentos em situações grupais.  E, ali, ele é posto à prova cotidianamente. Aprendeu a dividir? Refletir sobre si mesmo e pensar sob a ótica do outro?

 

O que é empatia?

 A empatia corresponde à sensibilidade e capacidade de uma pessoa compreender os motivos e necessidades da outra parte, de modo honesto e compassivo.

Pessoas que tiveram um bom desenvolvimento afetivo na infância, tendem a apresentar maior facilidade em exercitar a empatia nas suas relações. Entretanto, essa capacidade se amplia na medida do amadurecimento e do exercício do autoconhecimento. O psicólogo Carl Rogers assim definiu: “Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele. ”.

 Por meio de uma comunicação autêntica, podemos criar junto àqueles que nos ouvem um novo entendimento. Atualizamos nossa forma de ver a situação e percebemos melhor novos ângulos de um mesmo assunto, modificando algum aspecto de nosso próprio mundo ao trocarmos experiências significativas com terceiros.

 A comunicação ideal não é a forma como melhor nos expressamos, mas sim, a forma pela qual possibilitamos ao nosso interlocutor melhor nos compreender.

 

O que fazem as pessoas empáticas?

 

- Conectam-se genuinamente com o outro;

-Olham-se atentamente e com respeito;

- Evitam fazer julgamentos. Preferem ouvir e conhecer melhor os motivos da  outra parte;

-Distinguem entre o que consideram aceitável e o inadmissível por parte de terceiros.

 E, como disse Rubem Alves: “Buscamos no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta, não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe.”

 

Cristina Consalter


 

 

                      

 

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